Igreja de Santa Maria dos Olivais

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Pedro M. Rosa escreveu uma avaliação a nov de 2020
Algueirão - Mem Martins, Portugal1 903 contributos220 votos úteis
+1
Uma igreja lindíssima, ladeada por um maravilhoso espaço verde muito bem tratado. Entrada gratuita. -"A igreja gótica do Olival de Tomar encontra-se implantada sobre uma parcela da cidade romana de Sellium, tendo as escavações aqui realizadas posto a descoberto alicerces de estruturas do Império, posteriormente utilizadas como suportes e muros de uma extensa necrópole medieval, associada à igreja. Entre o espólio identificado encontram-se materiais pétreos de cronologia posterior, altimedieval, durante algum tempo considerados de época visigótica e, mais recentemente, atribuídos aos ciclos moçárabe ou pré-românico. Em 1983, uma primeira exposição permitiu contextualizar minimamente este conjunto (PONTE, 1983), mas falta, ainda, uma visão mais rigorosa e de índole monográfica. Iguais reservas devem ser tomadas em relação à extensa necrópole, onde se registaram enterramentos datáveis entre os séculos "V e XVI" (cf. BATATA, 1997, p.229), faltando, igualmente, uma mais rigorosa aproximação à realidade arqueológica encontrada e respectivos níveis de sobreposição. A primitiva igreja terá sido edificada no século XII, por iniciativa de D. Gualdim Pais, mestre da Ordem do Templo, para cemitério dos freires. O próprio Gualdim Pais sepultou-se no seu interior, em túmulo de que resta a inscrição funerária, datada de 1195. Desconhece-se, todavia, como seria esse templo e quais as relações artísticas que certamente teria para com a charola românica do Convento de Cristo. A actual igreja começou a ser construída nos meados do século XIII, presumivelmente durante o reinado de D. Afonso III, e cedo se instituiu como uma obra emblemática da arquitectura gótica nacional. O seu modelo planimétrico foi seguido em inúmeras obras de Norte a Sul do reino, aplicado a templos paroquiais, catedralícios e monacais/conventuais, uma "tipologia de longa duração", como lhe chamou Paulo PEREIRA, 1995, vol. I, p.359. É um edifício de três naves de diferentes alturas, sendo a central mais elevada, seccionadas em cinco tramos, com cobertura de madeira e destituída de transepto. A cabeceira é o único elemento abobadado e compõe-se de capela-mor de dois tramos, tendo o derradeiro sete faces, ladeada por dois absidíolos rectangulares. A fachada principal apresenta três panos, denunciando a organização interior, ostentando o central dois andares. Neste, abre-se portal de arco apontado, enquadrado por arquivoltas e inscrito em gablete, enquanto que o segundo registo é ocupado por exuberante rosácea que filtra luz para o interior. Os panos laterais ajustam-se obliquamente ao central, formando o que se convencionou chamar de fachada ad triangulum. O carácter de ruptura desta obra, embora se discuta ainda se o seu plano evoluiu a partir de modelos românicos (como defende PEREIRA, 1995, vol. I, p.359, e como nega DIAS, 1994, p.61), fez com que a maioria dos autores defendesse uma filiação estilística no grande estaleiro alcobacense, terminado precisamente por esses meados do século XIII. Nos séculos seguintes, a igreja manteve uma função funerária por excelência, facto que levou a que, já no século XVI, a face Sul do corpo do templo fosse enriquecido com uma série de capelas privadas de feição maneirista. Um pouco antes, entre 1525 e 1528, aqui se sepultou D. Diogo Pinheiro, primeiro bispo do Funchal, em túmulo renascentista hiper-decorado, saído da oficina de João de Ruão, então ainda em fase de implantação num país fortemente dominado pelo estilo manuelino."
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Data da experiência: agosto de 2020
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Pedro D escreveu uma avaliação a set de 2020
Niterói, RJ1 853 contributos346 votos úteis
+1
Sobre um mosteiro antigo do Século XII, o fundador de Tomar, Dom Gualdim Pais, deu forma a um novo templo no ano de 1160. Depois de várias reformas nos séculos seguintes, a construção atual ficou marcada por estas intervenções, mas apresenta uma visão conjunta de todas essas épocas. Em 1940, uma última reforma deixou a igreja com a estrutura atual. A simbologia de estar construída em nível abaixo do nível do solo representa o retorno a terra, marcado pelos inúmeros cavaleiros que foram nela enterrados (inclusive se pode ver a lápide do túmulo do fundador). Possui três naves e as capelas laterais foram elaboradas pelo mesmo arquiteto encarregado do projeto do Mosteiro dos Jerônimos em Lisboa. O entrada lateral (em estilo românico) era usada pelos cavaleiros, que entravam montados para participar das missas e das comemorações. Ficou soterrada durante muitos anos pelos movimentos de terra e por construções posteriores. A torre sineira foi construída separada da igreja, para servir como defesa dos invasores.
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Data da experiência: janeiro de 2020
2 votos úteis
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Cláudio Gomes escreveu uma avaliação a jul de 2020
Leça da Palmeira, Portugal3 968 contributos165 votos úteis
+1
A Igreja de Santa Maria do Olival fica situada na margem esquerda do rio Nabão. A igreja fez parte de um convento beneditino e foi reconstruída, no ano de 1160, pelo fundador da cidade Gualdim Pais, tornando-se no Panteão dos Templários. O túmulo do cavaleiro encontra-se neste templo. Em frente à igreja, num plano superior, encontra-se uma torre quadrangular que, segundo a tradição, era o início de um túnel de ligação entre o templo e o Castelo de Tomar.
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Data da experiência: julho de 2020
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carmenluciadasilv escreveu uma avaliação a nov de 2019
Rio de Janeiro, RJ370 contributos108 votos úteis
Nunca tinha estado numa igreja onde se entra descendo degraus. Mas tudo é a mística templária. São 8 degraus. Vire o 8 e terá o seu símbolo de infinito. Repare também nas passagens entre as capelas laterais. Bem interessante.
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Data da experiência: outubro de 2019
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Monica R escreveu uma avaliação a out de 2019
20 contributos4 votos úteis
A igreja bem preservada, quando lá cheguei estava a ocorrer a missa com muita afluência. A envolvente á igreja bem cuidada, o edificio bem preservado e com uso diário.
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Data da experiência: outubro de 2019
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Perguntas frequentes sobre Igreja de Santa Maria dos Olivais