Mercado Central

Mercado Central - Cidade da Guatemala

Mercado Central - Cidade da Guatemala
4.5
O que as pessoas estão a dizer
MERCADO CENTRAL - Uma colorida experiência cultural e gastronômica
4,0 de 5 bolhasdez. de 2019
O Mercado de uma cidade é o local onde podemos constatar a grande diversidade de culturas, tradições, hábitos, costumes e a forma de vida dos habitantes do país. Por isso, sempre reservo um tempo exclusivamente para conhecer pelo menos um dos mercados do local visitado. Na minha viagem à Guatemala, como existem muitos mercados, optei pelo Mercado Central, até mesmo pela facilidade de ir sozinha sem depender de guias turísticos, e foi uma experiência muito valiosa. O Mercado Central de Guatemala está localizado na Zona 1(centro da cidade) e nesta zona também estão os outros mercados, inclusive o grande Mercado Popular que muitos o confunde com o Mercado Central. Este, fica a duas quadras da Plaza de la Constitución, na parte posterior da Catedral Metropolitana, e, para chegar até o local, considerando como ponto de partida o Palácio Nacional de la Cultura, indo a pés, caminhe em direção ao lado direito da Catedral Metropolitana e vá descendo pela a 6ª calle até o fundo da Catedral, e na próxima quadra (entre a 8ª e 9ª avenida). Se optar ir pelo lado esquerdo da Catedral, siga pela 8ª calle) até o Museu Arquidiocesano de Santiago da Guatemala. Ali está ele! Na sua simplicidade, escondido no sub solo de um estacionamento, uma construção rude e com a fachada quase impercebível funcionando freneticamente após passar por quatro transformações em seu ciclo de existência. O acesso é totalmente livre e gratuito, aberto de segunda a sábado das 6 às 18 horas e aos domingos encerra às 13hs. Se desejar uma visita guiada, é melhor comprar um pacote turístico ou contratar um dos informantes que oferecem esse serviço naquelas redondezas. Eu preferi ir sozinha para ter mais liberdade e não encontrei dificuldades. Antes de visitar uma atração turística eu costumo buscar as informações sobre a história do local e levo um mapa rex (ou a planta baixa) para não perder muito tempo. Três a quatro horas foram suficientes para percorrer todo a parte interna e arredores do mercado que possui no total 1.200 espaços(lojas, boxes e barracas) que vendem de tudo, principalmente artesanatos de todas as regiões do país. Você também pode encontrar objetos de cerâmicas, acessórios e peças em jade, roupas e calçados, animais vivos, flores, frutas típicas regionais, especiarias e temperos, produtos e objetos para rituais religiosos, folhas desidratadas para chás (inclusive a exótica Rosa de Jamaica desidratada que é uma espécie de flor de tonalidade rosa forte que é muito utilizada na culinária guatemalteca para fazer refrescos, chás, doces, etc.), vários restaurantes de comidas típicas e da culinária regional com preços acessíveis. Em geral os vendedores são muito receptivos e gentis mas pechinchar é imperativo. O local é seguro e tem policiamento, mas, como todo centro de cidade, requer um certo cuidado com os bolsos e objetos de valor. Fiquei muito satisfeita com o pouco que comprei. Buscava umas bonequinhas guatemaltecas de pano com roupas típicas (huipiles) e pacotes do café local que é excelentes e muito mais barato que as lojas do aeroporto. Apesar do cheiro forte e enjoativo de carnes cruas, aproveitei para experimentar a culinária local. Dentre tantos restaurantes no local optei pelo “Los Olivos” e, por orientação da dona, pedi como entrada um típico “Caldo de Mariscos” que foi servido com “panecitos tostados” e, como principal, apostei no “Ceviche guatemalteco de camarão” servido com “temalito de chipilin” (veja nas fotos) muito saboroso. Na área sobre o Mercado está uma praça batizada em homenagem a anterior praça como “Plazuela de El Sagrário”, um espaço decorado com jarras (talhas) de cerâmicas e pedras. No entorno estão outras tantas lojas e barracas de produtos variados. Na escadaria da pracinha degustei uma taça de frutas cortadas e polvilhadas com “pepitas” (sementes de abóbora torradas e moídas). Se lhe sobrar tempo, vale a pena conhecer as lojas de piñatas como são chamados os bonecos, bichos e objetos usados em recreações infantis (na minha região a brincadeira é conhecida como “quebra-potes”). Como tinha reservado umas 4 horas para essa atração, fui parando em cada box para conversar e conhecer de perto um pouco dos costumes do povo, cultura da região e ouvir a história do mercado que vale a pena retransmitir bem resumidamente: O Mercado de Guatemala teve sua origem nos meados do Século XIX na época que a antiga cidade de Guatemala foi transferida para o “Valle de la Ermita”, e, seguindo os costumes da população que faziam suas compras no centro das cidades, os comerciantes se instalaram na Plaza Central (hoje Plaza de la Constitución) e, com o desenvolvimento econômico da região, a atividade comercial cresceu muito, ocupando toda a Plaza Central (também conhecida como Plaza Mayor), inclusive tomando toda a frente da Catedral. Os comerciantes ao se instalarem no local utilizaram estruturas feitas com caixas e caixões de madeira onde colocavam seus produtos expostos à venda, e por isso, era conhecidos como “cajones “ou “cajoneros”. As autoridades eclesiásticas, incomodadas com ocupação da área frontal da Igreja e com a expansão do comércio no local, protestaram exigindo a retirada dos “cajones” e “cajoneros” e, em 1824, um pouca antes da Independência de Guatemala, houve uma tentativa de transferir os vendedores e a estrutura do comércio para uma área maior ao oriente da Catedral, conhecido como “El Sagrário”, e que se encontrava abandonada antes mesmo da cidade ter sido transferida para o Vale da Ermita. Iniciou-se então um projeto para construção de um Mercado Público nesta área. Entretanto, houve oposição do Conselho Eclesiástico que alegava ter direitos de propriedade sobre a “Placita do El Sagrário” onde existia uma capela semi-destruída e um antigo cemitério de pobres e vulneráveis que estava totalmente lotado e encerrado. Então, iniciou-se uma batalha judicial que durou muitos anos, continuando a Plaza Central servindo de mercado público a céu aberto. Em 1833 os “cajoneros” foram, por ordem judicial, despejados da Plaza Central e transferidos provisoriamente para a parte leste da Catedral. Apesar do projeto para construção do Mercado na Placita del Sagrário ter sido concluído desde 1831, não pôde ser executado pois a placita foi considerada anti-higiênica e a construção não iria satisfazer as exigência sanitária públicas antes de transferir os cadáveres do cemitério El Sagrário para uma outra área maior conhecida como “San Juan de Dios”. Iniciou-se então os trabalhos de exumação dos corpos, quando surgiram falsos boatos sobre uma epidemia causada pelo vírus do cólera morbo que tinha se espalhado pela Europa e Norte da América, causando muitos estragos e que estava se espalhando pela cidade em consequência da prematura exumação dos cadáveres. Tempestivamente a Igreja embargou a exumação alegando que, além de ser um lugar sagrado, a área era de propriedade dela. Na realidade não ficou comprovado nenhum caso do cólera em Guatemala. Ultrapassada essa crise o projeto para construção do Mercado foi retomado, mas as autoridades enfrentaram uma série de conflitos com a comunidade civil que se rebelou apoiando a Igreja na disputa pela área. Em 1850, o arcebispo da Catedral publicou um documento impedindo a construção do Mercado na área do El Sagrário, mas o Conselho da Cidade de Guatemala contestou apresentando os Decretos que autorizavam a construção de um mercado para a cidade com 48 lojas e 56 gavetas a fim de evacuar a Praça Central. Depois de anos de contendas, em 1855 o Conselho da Cidade e do Estado logrou um acordo com o Arcebispo e então foi emitido um novo Decreto que ordenava a compra dos bens do Tabernáculo e determinando a avaliação das terras cujas ações foram rapidamente compradas pelos moradores mais ricos das regiões. Assim, no dia 24 de outubro de 1869, foi lançada a pedra para a fundação do Mercado da cidade cuja construção foi concluída em 15 de fevereiro de 1871 e batizado com o nome de MERCADO CERNA. Antes de ser oficialmente inaugurado em 16 de outubro, mesma época do triunfo da Revolução liberal de 1871, ocorreu o seu primeiro evento social quando foi oferecido em suas instalações um banquete aos oficiais que participaram dessa revolução. A construção em estilo moderno colonial custou 113 mil pesos (moeda da época) e ocupava um quarteirão inteiro, com apenas um piso térreo. Possuía portas gigantes para a entrada de transportadores e uma estação subterrânea de agua que abastecia todo o mercado. Estava dividido em duas partes: uma área denominada Praça Norte que era a parte exterior com 64 lojas onde eram vendidas roupas, acessórios, calçados, solas(couro) e ceras, louça, colchões, sal, carnes, grãos, especiarias e as cozinhas. E a Praça Sul, a parte interior do mercado, com 78 lojas ou “cajones” para venda de roupas e 210 espaços individuais com galpões, galerias, barracas, para venda de flores, frutas, legumes, etc. Entre 1917 a 1918 o Mercado teve que ser parcialmente reconstruído em virtude dos graves danos causados pelos terremotos. Em 4 de fevereiro de 1976, o terremoto de San Gilberto causou irreparáveis danos em toda a estrutura e sem possibilidade de reconstrução. Anos mais tarde, por decisão do então prefeito da Guatemala, foi demolida toda a moderna estrutura e a fundação, restando no local apenas um grande espaço escavado profundamente, e no local foi construído um edifício rude para abrigar todos os comerciantes. Sobre o mercado está uma praça construída com o mesmo nome, em homenagem a antiga Plazuela de El Sagrário. Assim surgiu o atual Mercado, inaugurado em 12 de dezembro de 1982 com o nome de MERCADO CENTRAL DE GUATEMALA, que abriga um Centro de Artesanatos Nacionais e funciona até hoje, se tornando um dos lugares mais turísticos da cidade. Depois da visita ao mercado, para fechar com chave de ouro, já que é muito próxima, sugiro que vá “Sextear”, como se referem os guatemaltecos ao passeio pela 6ª Avenida que antigamente era o ponto mais chique de Guatemala quando era conhecida como “Calle Real”, onde se instalaram os mais prestigiados comerciantes e funcionavam as melhores lojas de marcas, destacando-se as lojas de moda, salas de cinemas e onde funcionava o famoso “Cine Tikal”. Caminhe por essa curiosa avenida que na sua época áurea foi comparada com a quinta avenida de NY, e que após um plano municipal de revitalização, foi implantado o projeto “Paseo de la Sexta” incluindo nela elementos modernos como mobiliário e objetos de artes. Imperdível!

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4.5
4,5 de 5 bolhas171 avaliações
Excelente
90
Muito bom
49
Razoável
25
Fraco
5
Péssimo
2

stela R
Salvador, BA91 contributos
4,0 de 5 bolhas
dez. de 2019
O Mercado de uma cidade é o local onde podemos constatar a grande diversidade de culturas, tradições, hábitos, costumes e a forma de vida dos habitantes do país. Por isso, sempre reservo um tempo exclusivamente para conhecer pelo menos um dos mercados do local visitado. Na minha viagem à Guatemala, como existem muitos mercados, optei pelo Mercado Central, até mesmo pela facilidade de ir sozinha sem depender de guias turísticos, e foi uma experiência muito valiosa. O Mercado Central de Guatemala está localizado na Zona 1(centro da cidade) e nesta zona também estão os outros mercados, inclusive o grande Mercado Popular que muitos o confunde com o Mercado Central. Este, fica a duas quadras da Plaza de la Constitución, na parte posterior da Catedral Metropolitana, e, para chegar até o local, considerando como ponto de partida o Palácio Nacional de la Cultura, indo a pés, caminhe em direção ao lado direito da Catedral Metropolitana e vá descendo pela a 6ª calle até o fundo da Catedral, e na próxima quadra (entre a 8ª e 9ª avenida). Se optar ir pelo lado esquerdo da Catedral, siga pela 8ª calle) até o Museu Arquidiocesano de Santiago da Guatemala. Ali está ele! Na sua simplicidade, escondido no sub solo de um estacionamento, uma construção rude e com a fachada quase impercebível funcionando freneticamente após passar por quatro transformações em seu ciclo de existência. O acesso é totalmente livre e gratuito, aberto de segunda a sábado das 6 às 18 horas e aos domingos encerra às 13hs. Se desejar uma visita guiada, é melhor comprar um pacote turístico ou contratar um dos informantes que oferecem esse serviço naquelas redondezas. Eu preferi ir sozinha para ter mais liberdade e não encontrei dificuldades. Antes de visitar uma atração turística eu costumo buscar as informações sobre a história do local e levo um mapa rex (ou a planta baixa) para não perder muito tempo. Três a quatro horas foram suficientes para percorrer todo a parte interna e arredores do mercado que possui no total 1.200 espaços(lojas, boxes e barracas) que vendem de tudo, principalmente artesanatos de todas as regiões do país. Você também pode encontrar objetos de cerâmicas, acessórios e peças em jade, roupas e calçados, animais vivos, flores, frutas típicas regionais, especiarias e temperos, produtos e objetos para rituais religiosos, folhas desidratadas para chás (inclusive a exótica Rosa de Jamaica desidratada que é uma espécie de flor de tonalidade rosa forte que é muito utilizada na culinária guatemalteca para fazer refrescos, chás, doces, etc.), vários restaurantes de comidas típicas e da culinária regional com preços acessíveis. Em geral os vendedores são muito receptivos e gentis mas pechinchar é imperativo. O local é seguro e tem policiamento, mas, como todo centro de cidade, requer um certo cuidado com os bolsos e objetos de valor. Fiquei muito satisfeita com o pouco que comprei. Buscava umas bonequinhas guatemaltecas de pano com roupas típicas (huipiles) e pacotes do café local que é excelentes e muito mais barato que as lojas do aeroporto. Apesar do cheiro forte e enjoativo de carnes cruas, aproveitei para experimentar a culinária local. Dentre tantos restaurantes no local optei pelo “Los Olivos” e, por orientação da dona, pedi como entrada um típico “Caldo de Mariscos” que foi servido com “panecitos tostados” e, como principal, apostei no “Ceviche guatemalteco de camarão” servido com “temalito de chipilin” (veja nas fotos) muito saboroso. Na área sobre o Mercado está uma praça batizada em homenagem a anterior praça como “Plazuela de El Sagrário”, um espaço decorado com jarras (talhas) de cerâmicas e pedras. No entorno estão outras tantas lojas e barracas de produtos variados. Na escadaria da pracinha degustei uma taça de frutas cortadas e polvilhadas com “pepitas” (sementes de abóbora torradas e moídas). Se lhe sobrar tempo, vale a pena conhecer as lojas de piñatas como são chamados os bonecos, bichos e objetos usados em recreações infantis (na minha região a brincadeira é conhecida como “quebra-potes”). Como tinha reservado umas 4 horas para essa atração, fui parando em cada box para conversar e conhecer de perto um pouco dos costumes do povo, cultura da região e ouvir a história do mercado que vale a pena retransmitir bem resumidamente:
O Mercado de Guatemala teve sua origem nos meados do Século XIX na época que a antiga cidade de Guatemala foi transferida para o “Valle de la Ermita”, e, seguindo os costumes da população que faziam suas compras no centro das cidades, os comerciantes se instalaram na Plaza Central (hoje Plaza de la Constitución) e, com o desenvolvimento econômico da região, a atividade comercial cresceu muito, ocupando toda a Plaza Central (também conhecida como Plaza Mayor), inclusive tomando toda a frente da Catedral. Os comerciantes ao se instalarem no local utilizaram estruturas feitas com caixas e caixões de madeira onde colocavam seus produtos expostos à venda, e por isso, era conhecidos como “cajones “ou “cajoneros”. As autoridades eclesiásticas, incomodadas com ocupação da área frontal da Igreja e com a expansão do comércio no local, protestaram exigindo a retirada dos “cajones” e “cajoneros” e, em 1824, um pouca antes da Independência de Guatemala, houve uma tentativa de transferir os vendedores e a estrutura do comércio para uma área maior ao oriente da Catedral, conhecido como “El Sagrário”, e que se encontrava abandonada antes mesmo da cidade ter sido transferida para o Vale da Ermita. Iniciou-se então um projeto para construção de um Mercado Público nesta área. Entretanto, houve oposição do Conselho Eclesiástico que alegava ter direitos de propriedade sobre a “Placita do El Sagrário” onde existia uma capela semi-destruída e um antigo cemitério de pobres e vulneráveis que estava totalmente lotado e encerrado. Então, iniciou-se uma batalha judicial que durou muitos anos, continuando a Plaza Central servindo de mercado público a céu aberto. Em 1833 os “cajoneros” foram, por ordem judicial, despejados da Plaza Central e transferidos provisoriamente para a parte leste da Catedral. Apesar do projeto para construção do Mercado na Placita del Sagrário ter sido concluído desde 1831, não pôde ser executado pois a placita foi considerada anti-higiênica e a construção não iria satisfazer as exigência sanitária públicas antes de transferir os cadáveres do cemitério El Sagrário para uma outra área maior conhecida como “San Juan de Dios”. Iniciou-se então os trabalhos de exumação dos corpos, quando surgiram falsos boatos sobre uma epidemia causada pelo vírus do cólera morbo que tinha se espalhado pela Europa e Norte da América, causando muitos estragos e que estava se espalhando pela cidade em consequência da prematura exumação dos cadáveres. Tempestivamente a Igreja embargou a exumação alegando que, além de ser um lugar sagrado, a área era de propriedade dela. Na realidade não ficou comprovado nenhum caso do cólera em Guatemala. Ultrapassada essa crise o projeto para construção do Mercado foi retomado, mas as autoridades enfrentaram uma série de conflitos com a comunidade civil que se rebelou apoiando a Igreja na disputa pela área. Em 1850, o arcebispo da Catedral publicou um documento impedindo a construção do Mercado na área do El Sagrário, mas o Conselho da Cidade de Guatemala contestou apresentando os Decretos que autorizavam a construção de um mercado para a cidade com 48 lojas e 56 gavetas a fim de evacuar a Praça Central. Depois de anos de contendas, em 1855 o Conselho da Cidade e do Estado logrou um acordo com o Arcebispo e então foi emitido um novo Decreto que ordenava a compra dos bens do Tabernáculo e determinando a avaliação das terras cujas ações foram rapidamente compradas pelos moradores mais ricos das regiões. Assim, no dia 24 de outubro de 1869, foi lançada a pedra para a fundação do Mercado da cidade cuja construção foi concluída em 15 de fevereiro de 1871 e batizado com o nome de MERCADO CERNA. Antes de ser oficialmente inaugurado em 16 de outubro, mesma época do triunfo da Revolução liberal de 1871, ocorreu o seu primeiro evento social quando foi oferecido em suas instalações um banquete aos oficiais que participaram dessa revolução.
A construção em estilo moderno colonial custou 113 mil pesos (moeda da época) e ocupava um quarteirão inteiro, com apenas um piso térreo. Possuía portas gigantes para a entrada de transportadores e uma estação subterrânea de agua que abastecia todo o mercado. Estava dividido em duas partes: uma área denominada Praça Norte que era a parte exterior com 64 lojas onde eram vendidas roupas, acessórios, calçados, solas(couro) e ceras, louça, colchões, sal, carnes, grãos, especiarias e as cozinhas. E a Praça Sul, a parte interior do mercado, com 78 lojas ou “cajones” para venda de roupas e 210 espaços individuais com galpões, galerias, barracas, para venda de flores, frutas, legumes, etc.
Entre 1917 a 1918 o Mercado teve que ser parcialmente reconstruído em virtude dos graves danos causados pelos terremotos. Em 4 de fevereiro de 1976, o terremoto de San Gilberto causou irreparáveis danos em toda a estrutura e sem possibilidade de reconstrução. Anos mais tarde, por decisão do então prefeito da Guatemala, foi demolida toda a moderna estrutura e a fundação, restando no local apenas um grande espaço escavado profundamente, e no local foi construído um edifício rude para abrigar todos os comerciantes. Sobre o mercado está uma praça construída com o mesmo nome, em homenagem a antiga Plazuela de El Sagrário. Assim surgiu o atual Mercado, inaugurado em 12 de dezembro de 1982 com o nome de MERCADO CENTRAL DE GUATEMALA, que abriga um Centro de Artesanatos Nacionais e funciona até hoje, se tornando um dos lugares mais turísticos da cidade.
Depois da visita ao mercado, para fechar com chave de ouro, já que é muito próxima, sugiro que vá “Sextear”, como se referem os guatemaltecos ao passeio pela 6ª Avenida que antigamente era o ponto mais chique de Guatemala quando era conhecida como “Calle Real”, onde se instalaram os mais prestigiados comerciantes e funcionavam as melhores lojas de marcas, destacando-se as lojas de moda, salas de cinemas e onde funcionava o famoso “Cine Tikal”. Caminhe por essa curiosa avenida que na sua época áurea foi comparada com a quinta avenida de NY, e que após um plano municipal de revitalização, foi implantado o projeto “Paseo de la Sexta” incluindo nela elementos modernos como mobiliário e objetos de artes. Imperdível!
Escrita a 8 de maio de 2020
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Floriparenato
Florianópolis, SC140 contributos
5,0 de 5 bolhas
nov. de 2017 • Casais
O Mercado Central de Guatemala City fica localizado na Zona 1, proximo a grande praça e no subsolo de um estacionamento. Possui várias lojas com belissímos artesanatos, e vários restaurantes com diversos pratos típicos. Um dos melhores locais para encontrar todo o rico artesanato da Guatemala.
Escrita a 14 de dezembro de 2017
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Café com Lucuma
737 contributos
3,0 de 5 bolhas
abr. de 2016 • A sós
O mercado é interessante, mas vc precisa ter muita paciência com os vendedores que simplesmente não te deixam olhar nada em paz, que é o que você talvez queira fazer como turista, eles são educados mas chatos.
Escrita a 17 de abril de 2016
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Dario M
64 contributos
4,0 de 5 bolhas
dez. de 2014
O mercado possui especialmente muitas tendas com artesanias e frutas e comidas tipicas. Se você quiser comprar alguma artesania este é o local, e sempre é bom discutir o preço pois eles aumentam muito quando veem que é turista, se tiver com um guatemalteco e tiver interesse em comprar peça que ele pergunte o preço.
Escrita a 8 de novembro de 2015
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Jota O
Porto Alegre, RS188 contributos
3,0 de 5 bolhas
out. de 2015 • A sós
Bem no centro histórico, próximo a Plaza Mayor.
Diversidade de produtos e locais para comidas típicas.
Interessante é que tem um estacionamento superior, junto a uma pequena praça.
Embora tenha variedade de produtos a venda, é um pouco desorganizado e não muito limpo.
Escrita a 5 de novembro de 2015
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91Karen
Gravataí, RS349 contributos
4,0 de 5 bolhas
jan. de 2015 • De negócios
achei super grande o mercado, na parte de cima se pode encontrar tudo que é tipo de artesania pra comprar, os precos nao sao muuuito baratos mas logo logo vao dando desconto, sem nem pedir... e tem muita coisa bonita. na parte de baixo (subsolo) é onde esta a "praca de alimentacao" e ha varias opcoes, pratos tipicos entre outros. vale a pena conferir
Escrita a 26 de fevereiro de 2015
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Adriana Cristin... M
São Paulo, SP413 contributos
5,0 de 5 bolhas
ago. de 2014 • Casais
A Guatemala é dividida em zona, e o Mercado Central fica na zona 10. Com muito Artesanato e de cores vibrantes. A culinária é muito saborosa. As pessoas são alegres e receptivas. A Guatemala é um país com uma moeda barata, o Quetzal, porém aceitam também o dólar. As roupas no Mercado são muito mais baratas do que no comércio geral. uma boa pedida é estudar a cidade antes de viajar e outra boa pedida é se informar no hotel escolhido, principalmente as camareiras...elas são muito simpáticas e conhecem a cidade de ponta a ponta. Alguns hotéis põe ônibus gratz para alguns locais importantes.
Escrita a 25 de agosto de 2014
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EOMilen
Belo Horizonte, MG232 contributos
5,0 de 5 bolhas
set. de 2013 • Casais
Local agitado na parte de cima e tranquilo na parte debaixo. Muitas roupas típicas para comprar, encontra-se de tudo de todas as regiões do país. Comidas típicas, sapatos, camisas com dizeres da região e população local com dialetos diferentes... Cultura viva.
Escrita a 18 de agosto de 2014
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MarianaBrandao
Rio de Janeiro, RJ53 contributos
1,0 de 5 bolhas
fev. de 2014 • Amigos
Você imagina que um mercado tenha de tudo: ervas, temperos, comida, roupa, artesanato .. certo? Mas esse só tem os 3 primeiros itens que citei e a comida é horrível! Não vale a pena conhecer.
Escrita a 19 de abril de 2014
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Manuela R
Santos135 contributos
5,0 de 5 bolhas
jan. de 2014 • Casais
Fomos ao mercado atrás da pedra local da cidade, o Jade.
São inúmeras tonalidades de verde e também de preto, creiam!
Tem que perguntar se é prata 925 e barganhar muito o preço... Eles caem demais, isso é uma pática local!
Pashminas, bolsas, e tudo o que encontramos de cultura indígena colorida e milenar, pode ser encontrado nesse charmoso mercado municipal!
Recomendo!
Escrita a 28 de janeiro de 2014
Esta avaliação é a opinião subjetiva de um membro do Tripadvisor e não da Tripadvisor LLC. O Tripadvisor verifica as avaliações.

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